top of page

LEI 4: NÃO SE FAZER DE VÍTIMA

E lá vem mais uma !!!!!!!! (Y)


“Muitas pessoas possuem um terrível hábito de se fazer de vítima, seja criticando e reclamando, seja se colocando em uma situação de inferioridade e sofrimento.


Por que tantas pessoas se fazem de vítima e praticam a autocomiseração? Existem várias explicações e diversos motivos; um deles é o seguinte: as pessoas, quando crianças, precisam se sentir amadas e importantes. Contudo, por incapacidade afetiva ou por falta de tempo dos pais, essas crianças não obtiveram esse alimento emocional.


Então um dia a criança adoece e, quando os pais percebem que era uma doença um pouco mais grave, voltam-se totalmente para ela, com carinho, atenção e cuidado: justamente o amor que a criança tanto almejava. Passam-se dias, ela fica sã, e mais uma vez as coisas voltam a ser como eram antes: os pais já não têm mais aquele cuidado com ela, aquela atenção, aquele carinho, e ela já não percebe mais o amor que desejava deles.


E, como é normal na primeira infância, mais uma doença surgiu, e novamente todas as atenções se voltaram para a criança: carinho, atenção, cuidado, gostos e vontades. Mais uma vez, ela sentiu a plenitude de ser amada e importante. A repetição desse ciclo deixou um aprendizado inconsciente nessa criança: “Quando sofro, fico doente, debilitada, eu passo a ser amada, amparada e querida; quando estou boa e sã, ninguém liga para mim”.


Crescemos e nos tornamos adultos “racionais”, porém aquela criança continua lá dentro de nós, ansiando por atenção e carinho, querendo se sentir importante e ser amada. E, para conquistar tudo isso, o caminho já foi aprendido na infância: basta sofrer ou mostrar que está sofrendo que supostamente as pessoas prestarão mais atenção, cuidarão e darão mais carinho.


Isso costuma até ser verdade, mas por um curto espaço de tempo. E, como um vício, novamente esse adulto carente e infantilizado sairá em busca de se sabotar e de levar a sua existência ao declínio, prejudicando-se somente para colher a atenção que deseja. Para isso, mostrará a quem lhe der ouvidos que está sofrendo, que está em crise, que sua vida é muito difícil, relatará com uma incrível riqueza de detalhes como as coisas estão difíceis em casa, as contas atrasadas, carestia e sofrimento, abandono, casamento fracassado, e assim por diante.


O afeto e a atenção obtidos dessa maneira, porém, são fugazes. Logo as outras pessoas retomam seus afazeres e sua vida, esperando que a outra pessoa faça a mesma coisa. Contudo, ela está tão envolvida em sua vitimização que apenas fica à deriva, aguardando a próxima oportunidade de se apresentar como grande sofredora das circunstâncias.


Quantas oportunidades são perdidas com esse comportamento? Quantos relacionamentos são prejudicados e mal vivenciados por causa dessa negatividade?


Se você, de fato, quer chamar a atenção, ser querido, amado e admirado, viva como um vencedor, aja como um vencedor, fale como um vencedor. Que da sua boca só saiam palavras de vida e construção, palavras que edifiquem. Ninguém consegue a atenção e o carinho de outras pessoas por um longo período falando de seus sofrimentos e suas angústias, a não ser que essa outra pessoa também seja acometida do mesmo mal: a vitimização. Aí serão duas pessoas debilitadas emocionalmente servindo de muleta uma à outra. Um ciclo vicioso, maléfico e autodestrutivo. ”


Vieira, Paulo – O poder da ação: faça sua vida sair do papel / Paulo Vieira – São Paulo: Editora: Gente, 2015.


bottom of page